Pois é, pois é, pois é. Sabe aquela festa que já estava meio sem música, com o pessoal olhando o relógio, e de repente o dono da casa acende todas as luzes? A sensação é essa. O clima azedou de vez e a grande pergunta da vez é: quem ficou pra ajudar a arrumar a bagunça?
A prova de que a festa acabou mesmo veio ontem, com a nova comitiva que agora acompanha o ex-presidente. Saiu o GSI, entrou a Polícia Penal, a pedido do Xandão. É um tipo de upgrade de segurança que funciona ao contrário: quanto mais exclusivo o monitoramento, menor o seu prestígio. Uma espécie de pulseirinha da área VIP que todo mundo, na verdade, está correndo pra tirar do braço.
E os amigos? A turma do adesivo “fechado com Bolsonaro”? Parece que o “fechado” era com uma portinha dos fundos sempre entreaberta. Ouve-se um silêncio constrangedor no grupo de WhatsApp da República. O nome de Tarcísio, que antes era sussurrado, já virou o novo toque de celular da galera. A lealdade, em Brasília, parece ter a durabilidade de um story de Instagram: intensa, pública e esquecida em 24 horas.
No fim, “estar fechado” era menos uma convicção e mais uma figurinha de zap. Daquelas que todo mundo usa até enjoar e alguém lançar uma nova. E a do Tarcísio, dizem por aí, já está circulando nos grupos.






