Olha só o Trump, nem deu tempo do sujeito esquentar o assento na cadeira de presidente e já tá dando chilique, arrumando briga com meio mundo. E não é qualquer meio mundo não, é logo com o México, que manda tequila e pimenta pra festa, e o Canadá, que é tipo aquele vizinho gente boa que empresta o cortador de grama. E de lambuja, ainda arrumou encrenca com a China, que a essa hora já deve estar amolando os hashis, prontos para a treta.
O coroa de topete laranja resolveu do nada acusar o México de ser amigão dos traficantes — isso sem mostrar nem um bilhetinho escrito à mão como prova ( é verdade esse bilhete, rs), um absurdo! E pros canadenses e chineses, a ordem é: segurem seus imigrantes aí, como se a galera tivesse gado para marcar e confinar no pasto. Detalhe: pelas leis do comércio lá, isso não dá nem multa, quanto mais taxar exportação.
Mas ó, o México e o Canadá não são bobos nem nada. Os caras são espertos, já foram logo catando o manual do USMCA (aquele acordo que antes era o NAFTA, saca?) e, tcharam!, acharam uma pegadinha, tipo um código secreto, o tal de “Mecanismo de Resposta Rápida”. É como se, num jogo de Banco Imobiliário, eles tivessem tirado a carta “Vá para a cadeia” e mandado o Tio Sam direto, sem passar pelo início e sem receber os 200. E foi sem drone nem nada, só na base da ameaça, uns impostos a mais aqui, umas taxinhas ali, que já fizeram o Trump arrepiar o que resta de cabelo.
E assim, meus caros, nesse ringue de três pesos-pesados, começou o banzé. Uma briga de foice no escuro, mas sem foice, só com tarifa pra lá e pra cá. E quem é que sempre se lasca no fim das contas, quem é que paga o pato, ou melhor, o burrito e o poutine dessa história? Nozes, claro! O povão que vai ter que coçar o bolso pra pagar a conta dessa peleja de marmanjos. É sentar e esperar pra ver se o Tio Sam vai se acalmar com um chazinho de camomila ou se vai acabar quebrando o próprio brinquedo. Vai vendo…





